Acompanhe as atividades do IRELGOV nas redes sociais:

Edição nº 1 - ANO 4
Julho de 2017

EDITORIAL
Nova direção na Comunicação do IRELGOV
ACONTECEU
Eventos do IRELGOV discutiram modelo europeu de lobby e desafios cotidianos dos profissionais de relações governamentais
VIAGEM INTERNACIONAL
Bruxelas é o destino da primeira viagem de estudos internacional do IRELGOV
NOTAS
ARTIGOS

EDITORIAL

Prezados Associados,

É com satisfação que lhes escrevo este primeiro editorial como Diretora de Comunicação do IRELGOV. Assumi essa posição para juntos contribuirmos para aumentar a visibilidade dessa instituição e reforçar seu reconhecimento.

Gostaria de aproveitar essa edição para destacar os próximos passos do IRELGOV no próximo trimestre.

Visando contribuir com o desenvolvimento dos profissionais de relações governamentais e compreender as melhores práticas dessa profissão em outras regiões do mundo, está confirmada a primeira viagem de estudos internacional para Bruxelas, no período de 09 a 13 de outubro deste ano, quando um grupo até 15 associados terá a oportunidade de visitar o parlamento europeu, conversar com profissionais do setor na região e fazer um curso de uma semana sobre relações internacionais no College of Europe, em Bruges.

Sendo considerado um dos maiores centros de relações governamentais no mundo, acreditamos que a cidade de Bruxelas, por meio de sua promoção de diálogo aberto, transparente e regular com as associações representativas e com a sociedade civil, pode oferecer uma perspectiva diferente do como indústria pode ser estruturada e regulamentada. Além da parte teórica, serão programadas visitas a instituições e oportunidade de conversar com especialistas da área. Conheçam os detalhes sobre a viagem e juntem-se ao grupo.

O conteúdo das palestras, parcerias realizadas e conhecimento adquirido e construído durante a viagem à Bruxelas será publicado em novembro, na próxima NEWSletter.

Também estamos muito felizes em anunciar, ainda neste semestre, a divulgação da segunda fase da Pesquisa de Reputação do IRELGOV, que está prevista para setembro e que mensurou o que o profissional de Relações Governamentais pensa de sua própria profissão e a relevância de sua participação na política, no mercado e na sociedade.

Nesse momento, no qual o país passa por uma crise de confiança e credibilidade, por falta de transparência e regulamentação da profissão, a mesma é questionada pelos próprios profissionais do setor.

A segunda fase contou com a colaboração de mais de cem profissionais da área, dos mais diversos setores, como a indústria de alimentos, farmacêutica e química, eletroeletrônica, além de assessorias e consultorias de relações institucionais e governamentais, advocacia e comunicação. A pesquisa analisou, dentre outros aspectos, a formação educacional e a qualificação desses profissionais, indicando que mais de 90% dos respondentes possuem graduação completa, e quase 24% possuem formação em Direito, seguidos pelos bacharéis em Relações Internacionais, com 21%.

Além da viagem e da apresentação da pesquisa, estamos preparando palestras e debates que acontecerão, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Em agosto, no dia 23, haverá um Happy Hour, que acontecerá após Assembleia Geral, convocada para aprovação das contas de 2016, com início agendado para 16hs, nas dependências do BNZ - Braga Nascimento e Zilio Advogados.

Participe! Acompanhe nossos eventos e novidades em nossas redes sociais.

Agradeço a todos os que contribuem para o desenvolvimento dessa NEWSletter e pela continuidade de nossos projetos do IRELGOV.

Um abraço,


Lejla Kapetanovic Rodrigues

EXPEDIENTE #01
ANO 4 - JULHO DE 2017

NEWSLetter é uma publicação do Instituto de Relações Governamentais.

Rua Gomes de Carvalho, 1356
2º andar, E.58
Vila Olímpia – São Paulo – SP
CEP: 04547-005 | Fone: +55 11 3995-5210
E-mail: irelgov@irelgov.com.br


Conselho Deliberativo:
Erik Camarano
Larissa Wachholz

Anselmo Takaki
Cinthia Battilani
Gabriel Di Blasi
Kelly Aguilar
Manoel Fernandes
Paulo Dantas
Silene Moneta
Valeria Café

Diretoria:
Bruno Perman
Diogo Jodar
Eriça Tomimaru
Rodrigo Cintra
Lejla K. Rodrigues


Coordenação:
Lejla K. Rodrigues e Valeria Café

Colaboração:
Ana Stein e Mariana Chaimovich

Criação e Editoração:
Percepção Comunicação Empresarial


EVENTOS DO IRELGOV DISCUTIRAM MODELO EUROPEU DE LOBBY E DESAFIOS COTIDIANOS DOS PROFISSIONAIS DE RELAÇÕES GOVERNAMENTAIS


Uma das diretrizes do IRELGOV é promover as boas práticas de relações governamentais por meio da divulgação e de discussões de estratégias e modelos que podem ser utilizados como referências para quem atua ou gostaria de atuar na área. Além de debater assuntos ligados ao cotidiano dos profissionais, o instituto coloca em discussão questões que poderão impactar, direta ou indiretamente, as atividades do setor. Nos últimos meses, o IRELGOV realizou diversos eventos, nos quais foram debatidos o modelo adotado na União Europeia para a regulamentação do lobby, as especificidades das atividades de relações governamentais nos Estados e Municípios brasileiros e o cenário político para as eleições do próximo ano.

A regulamentação do lobby no Brasil está em discussão no Congresso Nacional, com projetos tramitando na Câmara e no Senado, mas também há propostas nos ministérios do Governo Federal. Para ampliar e aprofundar o debate sobre qual modelo seria ideal para ser adotado no país, o IRELGOV está realizando uma série de eventos com o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, nos quais são discutidos diferentes aspectos da regulamentação do lobby no bloco europeu e quais pontos poderiam servir de referência para a legislação brasileira.

O primeiro evento foi realizado no dia 25 de março, na sede da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em Brasília. O lobby na União Europeia vem sendo discutido há anos e está em constante processo de aprimoramento. A representação de interesses junto a entidades públicas é uma atividade prevista no Tratado de Lisboa, pois a União Europeia reconhece a atividade dos lobistas como importante ferramenta para decisões mais equilibradas e democráticas. “Transparência e diálogo devem estar presentes nas tomadas de decisões públicas no âmbito da atuação da União Europeia”, resumiu o embaixador João Gomes Cravinho, no evento na CNI.

A primeira regulamentação aconteceu em 2008, com a implantação do “Registro de Transparência”, no qual os lobistas se cadastram de forma voluntária. Apenas lobistas registrados podem participar de reuniões com Comissários, membros do Gabinete e Diretores-gerais da Comissão Europeia, além de poderem falar em audiências públicas nas comissões. Discute-se como próximo passo na evolução da regulamentação do lobby o estabelecimento do registro obrigatório nas três instituições da União Europeia: Parlamento, Conselho e Comissão.

Emese Kottasz, funcionária de carreira da Comissão Europeia, especializada nos setores de energia e clima, que participou do evento na CNI, relatou que a existência de regras para a atuação dos profissionais de defesa de interesse também é importante para os funcionários e comissários da União Europeia. Ficam claros os limites do relacionamento entre as partes e aumenta a transparência do processo, facilitando um maior controle social das decisões. “A transparência deste processo é um componente essencial para assegurar que os cidadãos confiem no resultado final do processo legislativo”, disse Emese Kottasz

Também participaram do evento em Brasília a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, o presidente do Brazil Industries Coalition (BIC) e o ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, Welber Barral.

No dia 11 de maio, foi realizado o segundo evento sobre as melhores práticas do lobby na União Europeia no auditório da Pós-Graduação da ESPM, em São Paulo. Além do embaixador Cravinho participaram o diretor de Assuntos Corporativos e Governamentais da Bayer, Christian Lohbauer; o diretor executivo da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Eduardo Leão de Souza; a especialista em comunicação corporativa Lejla Kapetanovic Rodrigues e Nils Grafström, da Câmara de Comércio da Suécia.

O embaixador Cravinho falou sobre o processo histórico da regulamentação do lobby no bloco, e abordou aspectos do código de conduta dos funcionários e autoridades da Comissão e Parlamento sobre como deve ser o seu relacionamento com entidades privadas. Segundo ele, estão cada vez mais severas as avaliações de possíveis conflitos de interesse na admissão de novos colaboradores nos diversos departamentos do bloco europeu.

No evento na ESPM, Eduardo Leão de Souza contou com o lobby é exercido na prática, compartilhando a experiência da UNICA em Bruxelas. O relacionamento de empresas e entidades com as autoridades europeias precisa ser contínuo, pois o trabalho é de longo prazo. Credibilidade, com informações e dados técnicos consistentes e verificáveis, é um dos aspectos mais importantes no relacionamento com os stakeholders e formadores de políticas, explicou Leão de Souza.

A complexidade do trabalho dos representantes de interesse em Bruxelas ficou explícita com as apresentações de Lejla Kapetanovic Rodrigues e Nils Grafström, que evidenciaram o contraste das realidades políticas, sociais e econômicas da Bósnia e Herzegovina e da Suécia. Os dois países estão em situações distintas. Enquanto a Suécia tem sua estrutura política e de governo em condições que atendem muito além dos pontos exigidos para fazer parte da União Europeia, a Bósnia passa por um processo de reestruturação governamental profunda para ser admitida no bloco. Na Suécia, por exemplo, a primeira lei de transparência foi criada há mais de 200 anos, contou Nils, e qualquer cidadão tem acesso a quase todos os documentos oficiais. Já na Bósnia, a transparência no poder público precisa ser muito ampliada para que ela possa fazer parte da União Europeia, além da necessidade de melhorias na eficiência do serviço público e controle das finanças públicas, e fortalecimento da democracia e estado de direito, explicou Lejla.

Leis e políticas gerais decididas em Bruxelas precisam atender às diferentes realidades e culturas dos atuais 28 países que formam a União Europeia, o que torna o trabalho das autoridades extremamente complexo. Essas realidades diversas impactam diretamente as atividades dos profissionais de relações governamentais. Segundo o embaixador Cravinho, o trabalho de lobista em Bruxelas exige alto grau de especialização.


Estados e Municípios

Entender a complexidade das estruturas governamentais e suas dinâmicas decisórias também são desafios presentes no cotidiano dos profissionais de relações governamentais brasileiros. Se em Brasília os papéis da Câmara dos Deputados, Senado Federal, Ministérios, autarquias, empresas estatais, agências reguladoras são relativamente claros, quando se analisa a realidade dos 27 estados brasileiros e seus 5.570 municípios, o quadro é bastante complicado.

Para discutir o cotidiano de Relações Governamentais nos Estados e Municípios, o IRELGOV promoveu um evento no dia 19 de março, no auditório do Demarest Advogados, em São Paulo. Participaram do debate a advogada Juliana Celuppi, fundadora do escritório Celuppi Advocacia e Relações Institucionais e idealizadora do Radar Governamental, Paulo Homem, gerente de Relações Governamentais da Raízen e ex-responsável pela área institucional do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, e Paulo Henrique Spirandeli Dantas, conselheiro do IRELGOV e sócio do Demarest Advogados.

Um dos aspectos que mais diferencia a estrutura de Brasília da estrutura dos outros entes da federação, segundo os debatedores, é a centralização decisória no chefe do Poder Executivo local. O apoio do prefeito ou governador a um projeto pode fazer que sua tramitação seja muita rápida. Em situação contrária, o esforço para sua implementação pode exigir um esforço maior, o que dificulta o trabalho de relações governamentais. Foi pontuado no evento que a interlocução nos Estados e Municípios também é mais centralizada e personificada, a solução de um problema limita-se, às vezes, a uma única pessoa ou departamento.


Eleições

A política tem impacto direto no trabalho dos profissionais de Relações Governamentais. A mudança das estruturas de poder pode mudar, radicalmente, posições e entendimentos sobre determinados temas ou alterar a tramitação de propostas nas diferentes esferas do governo. O acompanhamento do cenário político é uma das prioridades da rotina profissional, mas, no Brasil, surgem surpresas constantes que geram dúvidas e incertezas. A velocidade na qual as crises se sucedem no país cria desafios diários para quem trabalha com relações governamentais.

É difícil, para não dizer impossível, prever como a política do país estará nos próximos meses, mas, independentemente dos desdobramentos das diversas delações premiadas, eleições gerais devem acontecer no próximo ano.

Para ajudar a montar cenários, o IRELGOV realizou, no dia 17 de maio, debate sobre as eleições de 2018, no Felsberg Advogados, em São Paulo. Não foram feitas previsões sobre possíveis candidaturas e resultados, mas foram apresentados fatores que deverão impactar o processo eleitoral.

Rogério Schmitt, consultor da Fundação Espaço Democrático e professor da pós-graduação da Escola do Parlamento/Câmara Municipal de São Paulo, mostrou como a conjuntura econômica e a base de apoio do governo podem influir no resultado de qualquer eleição. Tony Chalita, mestrando e bacharel em Direito da PUC-SP, falou sobre eventuais mudanças na Legislação Eleitoral, que também podem mudar as regras do jogo das eleições do próximo ano. Depois das apresentações, Fabrício Soler, sócio do Felsberg, mediou intenso debate sobre possíveis nomes de candidatos e desdobramentos da Operação Lava Jato, que poderiam comprometer as diversas candidaturas.




BRUXELAS É O DESTINO DA PRIMEIRA VIAGEM DE ESTUDOS INTERNACIONAL DO IRELGOV

O Instituto de Relações Governamentais, que tem como um de seus pilares a Educação, organiza sua primeira viagem de estudos internacional em outubro de 2017. Entre os dias 09 e 13, um grupo de até 15 associados do Instituto estará em Bruxelas, sede das principais instituições europeias. A viagem terá como tema as melhores práticas em relações governamentais na União Europeia (UE), e será dividida entre aulas, conversas com especialistas e visitas, dando oportunidade, portanto, à reflexão teórica e à vivência prática do cotidiano de relações governamentais no bloco europeu. Ao longo da estada, o grupo será acompanhado por Guilherme Athia, sócio-fundador e primeiro presidente do IRELGOV, que desde 2014 está sediado em Bruxelas como Vice-Presidente de Assuntos Públicos e de Governo da Nike para Europa, Oriente Médio e África.

O quadro abaixo apresenta informações práticas sobre a viagem:




I Viagem de Estudos Internacional do IRELGOV

Tema da viagem:
Boas Práticas em Relações Governamentais – o caso da União Europeia

Destino: Bruges e Bruxelas

Data: 09-13 de outubro de 2017

Programação:
1) Curso ministrado no College of Europe, em Bruges, abordando temas como: assuntos governamentais na UE; Lobby no Parlamento Europeu; transparência e ética nas instituições da UE; cotidiano da interlocução público-privada de empresas, associações e terceiro setor na UE; entre outros. Os participantes do curso receberão certificado. Site da instituição: https://www.coleurope.eu/

2) Visitas técnicas às principais instituições europeias – Comissão e Parlamento Europeus; empresas; escritórios de lobby; câmaras de comércio, como a Amcham; e associações; visita à Missão do Brasil junto à União Europeia.

3) Encontros exclusivos do grupo do IRELGOV com especialistas sediados em Bruxelas e Bruges.

Custo Aproximado:
R$ 15-20 mil / pessoa (estimativa de todos os custos, incluindo trechos aéreos, transporte, hospedagem, alimentação e curso).

Inscrições:
Envie um e-mail para Márcia Rosa no endereço: irelgov@irelgov.com.br.




O IRELGOV escolheu Bruxelas como primeiro destino de uma viagem de estudos por entendermos que a discussão que lá se faz sobre transparência, ética e melhores práticas em relações governamentais tem muito a acrescentar à nossa atuação em relações institucionais no Brasil. Bruxelas está entre os maiores centros de relações governamentais no mundo, e diversos grupos de interesse interagem com as instituições da UE a partir da capital belga. Essa interação parte da premissa de que os políticos europeus, tomadores de decisão, não trabalham de forma isolada da sociedade civil; mas mantêm diálogo aberto, transparente e regular com as associações representativas e com a sociedade civil(1).

Ao longo dos últimos anos, foi expressivo o aumento da atividade de lobby a partir da cidade, conforme as instituições da UE tornaram-se mais autônomas na formulação de políticas públicas que afetam diretamente os países-membros. Atualmente, são mais de 1.500 associações profissionais, 300 empresas (normalmente multinacionais), uma centena de consultorias e escritórios de advocacia, entidades de interesses estrangeiros (Amcham e Associação EU/Brasil, entre outras), além de milhares de jornalistas credenciados, representando mais de 800 agências de notícias.

Como consequência, é crescente a preocupação com a transparência. Na tentativa de tornar o diálogo público-privado mais transparente, foi criado, em 2011, o Registro de Transparência (http://ec.europa.eu/transparencyregister/), que busca informar quais interesses estão sendo promovidos, por quem e com que fundos. O Registro é voluntário, mas está em discussão a possibilidade de torná-lo obrigatório.

Esperamos ter você conosco nessa viagem.

Um abraço,

Larissa Wachholz & Diogo Jodar
Organizadores


(1) Preâmbulo do “Acordo entre o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia sobre o registro de transparência para organizações e trabalhadores independentes que participam na elaboração e na execução das políticas da União Europeia”. Disponível em: http://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:32014Q0919(01)&from=pt.

NOTAS

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Associado, participe da Assembleia Geral Extraordinária do IRELGOV agendada para o dia 23 de agosto.

Dia 23 de agosto, a partir das 16h, nas dependências do Braga Nascimento e Zilio Advogados, será realizada a assembleia geral extraordinária para aprovação das contas de 2016.

Após assembleia, teremos um Happy Hour.

Confirme sua presença pelo e-mail: irelgov@irelgov.com.br.






PROGRAMAÇÃO DE EVENTOS

O IRELGOV planeja uma série de seminários e eventos para o segundo semestre de 2017, para fortalecer os pilares que nos sustentam: a Educação e a Reputação.


Educação:

  • Realizar evento sobre mídias digitais e sua influência no processo decisório das empresas e governos.

  • Estimular parcerias para criação e promoção de cursos de curta duração, sobre metodologias de relgov.

  • Promover conteúdos sobre cenários político-econômicos e resultados de pesquisas na área da ciência política e sociologia política.

Reputação:

  • Divulgar a 2ª fase da Pesquisa de Reputação do promovida pelo IRELGOV.

  • Ampliar conteúdo que reitere a importância do compliance e postura ética dos profissionais, frente aos agentes públicos nacionais ou estrangeiros. Trazendo mais experiências internacionais, de modo a inspirar as práticas no Brasil, que, por sua vez, visa a fazer parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, cuja convenção contra a corrupção transnacional é notória.

  • Publicar os resultados da Viagem Internacional a Bruxelas: conteúdo dos cursos, parcerias realizadas e conhecimento adquirido e construído.

  • Promover Happy Hours (#HHIRELGOV) com associados, para um bate-papo descontraído sobre temas relevantes do momento.






ASSOCIE-SE AO IRELGOV

O Instituto de Relações Governamentais – IRELGOV é o primeiro think tank de relações governamentais do Brasil. Somos hoje um grupo de 27 associados empresariais (pessoa jurídica) e 82 associados profissionais (pessoas físicas).

Nosso trabalho de promoção da educação e da reputação do profissional de relações governamentais é planejado e organizado de forma voluntária por um grupo de Conselheiros, Diretores e Apoiadores, que doam o seu tempo para programar eventos e publicações voltados à área de relações governamentais, que estimulem o debate sobre a profissão e mostrem a ligação intrínseca entre o diálogo público-privado e a democracia.

No primeiro semestre de 2017, promovemos debates muito interessantes em São Paulo e em Brasília. O Rio de Janeiro é o nosso próximo alvo, e já estamos programando atividades na cidade para o segundo semestre.

O Brasil nunca precisou tanto de um debate sério e consistente sobre a prática de relações governamentais. Nós, profissionais de relações governamentais de instituições que reconhecem o valor estratégico e fundamental da interlocução público-privada, precisamos mostrar à sociedade brasileira o que fazemos e como fazemos. Precisamos mostrar que não existe democracia sem diálogo, e que essa tentativa de influenciar políticas públicas é legítima e ética, e deve ser transparente.

Os associados são convidados a trabalhar diretamente no dia a dia do Instituto, participando de um de nossos comitês:


Grupo de Educação:

  • Comitê Atividades e Eventos
  • Comitê Especial sobre Regulamentação do Lobby

Grupo de Reputação:

  • Comitê Comunicação e Pesquisa
  • Comitê Melhores Práticas

Comitê Jurídico


Comitê Associações e Patrocínios


Junte-se a nós,
associe-se ao IRELGOV.
Saiba mais aqui.






NOVAS ASSOCIAÇÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2017







SEJAM BEM VINDOS!




ARTIGOS

(Sarajevo – Capital da Bósnia e Herzegovina)

OS DESAFIOS DO DIÁLOGO ENTRE GOVERNO E SOCIEDADE CIVIL EM UM PAÍS EM TRANSIÇÃO: RELATOS DO QUE VI NA BÓSNIA-HERZEGOVINA

A história das relações governamentais na Bósnia e Herzegovina não pode ser considerada de forma separada do contexto da sociedade civil e do sistema de administração pública, que está sendo considerado um dos mais complexos em todo o mundo, tendo sofrido profundas divisões étnicas desde o fim da guerra.

Na Bósnia e Herzegovina, a sociedade civil somente recebeu a devida atenção após a conclusão da guerra ocorrida entre 1992 e 1995. Naquela ocasião, surgiram fatores importantes para o processo político, tais como: o retorno dos refugiados e dos deslocados, a integração e a reconciliação. Por esses motivos, questões muito presentes no debate atual sobre a sociedade civil na Bósnia e Herzegovina envolvem a multietnicidade, as questões religiosas e o nacionalismo.

As mudanças contínuas na situação política do país criaram novos desafios não só para a sociedade civil, mas também para as instituições governamentais que, infelizmente, ainda não têm mecanismos suficientemente desenvolvidos para introduzir uma governança bem-sucedida com o objetivo de estimular o desenvolvimento econômico e a coesão social no longo prazo.

Com o objetivo de criar uma administração pública eficiente, o país foi obrigado a implementar uma grande reforma, pré-requisito para a integração bem-sucedida na União Europeia e uma das obrigações definidas pelo Acordo de Estabilização e Associação. A agenda da reforma da administração pública é focada no desenvolvimento de capacidades das instituições públicas de oferecer soluções eficazes para os cidadãos e as empresas, e para criar uma administração pública mais eficiente, eficaz, responsável e transparente, orientada para os cidadãos e preparada para responder às necessidades europeias. A visão dessa reforma é apresentada em documentos chamados de Estratégia de Administração Pública e Plano de Ação.

Quatros anos após a adoção desses documentos, em 2010, foi comprovada a ineficiência da administração pública, causada sobretudo por divisões políticas. Assim, o conteúdo desses documentos precisou ser alterado, pois ficou claro que seus objetivos haviam sido definidos para um cenário completamente diferente da realidade. As novas medidas e metas foram definidas por uma nova estratégia, que deve ser apresentada e adotada oficialmente ainda em 2017. De acordo com o Relatório de Progresso de 2016, emitido pela Comissão Europeia para a Bósnia e Herzegovina, o país está em fase precoce da reforma de sua administração pública, e não houve melhoria significativa ao longo de 2016. Isso mostra que o processo de desenvolvimento de capacidades na administração pública, a fim de permitir um diálogo eficaz entre o setor civil e o governo, ainda precisa passar por uma longa evolução.

Por outro lado, o estabelecimento de um diálogo político entre cidadãos e instituições públicas no processo do desenvolvimento, adoção e implementação de políticas públicas, é condição prévia fundamental para uma governança bem-sucedida.

Para solucionar esse problema, a comunidade internacional vem investindo intensamente desde o fim da guerra em projetos que fortalecem as instituições, por exemplo, através do treinamento de servidores em governança pública. Na prática, porém, percebeu-se que apenas “know how” em governança não é suficiente se não houver um ambiente propício para utilização correta dessas competências dentro das instituições nacionais.

A prioridade, agora, é construir esse ambiente. O impacto da política sobre o funcionamento das instituições públicas, no entanto, continua a ser um dos maiores problemas da Bósnia e Herzegovina, onde a falta de apoio político continua a interferir nos esforços direcionados às reformas institucionais e legais. A prática tem demonstrado que o país, ao seguir o “caminho europeu”, precisa se desligar do existente modelo hierárquico do governo, e melhorar suas políticas públicas e a eficiência da sua execução, a fim de estabelecer um modelo de governança baseado em parceria de fato entre governo e organizações da sociedade civil.




Sobre a autora: Lejla Kapetanovic Rodrigues
Com mais de 10 anos de experiência na área de gestão de comunicação, como bolsista do Departamento de Estado dos EUA/Fullbright Hubert Humphrey Fellowship, Lejla Kapetanovic tem especialização na área de comunicação e mídias digitais no Walter Cronkite School of Jornalism and Mass Communication. Lejla foi associada à Edelman em Nova Iorque e ao SAIS – Center for Transatlantic Relations na John Hopkins University em Washington, DC. Lejla trabalhava como consultora de comunicação no governo de Bósnia e Herzegovina, com foco na reforma da administração pública, e como especialista em comunicação para projetos apoiados pelo Comissão Europeia e USAID, orientados ao fortalecimento institucional de seu país. Lejla é associada e nova diretora de Comunicação do IRELGOV e atualmente mora em São Paulo.







O RELGOV PRECISA DE TECNOLOGIA

Palavras estranhas ao mundo das Relações Governamentais como bigdata, mineração de dados, algoritmos, inteligência artificial e redes neurais precisam ser incorporadas ao vocabulário dos profissionais da área.

Ouvir apenas a voz dos stakeholders tradicionais, ou se reunir com determinados agentes públicos, deixaram de ser instrumentos suficientes para construir cenários, identificar oportunidades e antecipar riscos. Há um novo ecossistema de informação marcado pela rapidez, volatilidade e grande volume de dados, capaz de formar conceitos massificados e criar ondas de pressão em larga escala contra aqueles que contrariam os interesses desses grupos. Nesse contexto, o RelGov precisa de tecnologia.

É uma quebra de paradigma, mas necessária para quem pretende entender a dinâmica da nova opinião pública digital, que surgiu no Brasil de maneira mais substantiva a partir de junho de 2013, com as manifestações que lotaram ruas e avenidas das maiores cidades do País, e utilizaram as redes sociais para articular todos os movimentos.

Desde então, deputados, senadores e empresas perceberam que estavam ao alcance de um clique não apenas dos eleitores, mas de qualquer pessoa insatisfeita com o posicionamento parlamentar ou empresarial. Foi a descoberta do lobby cidadão.

O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff evidenciou essa característica. Os perfis oficiais dos integrantes do Congresso Nacional foram inundados de mensagens contra ou a favor da saída de Dilma. Alguns parlamentares entenderam a nova regra, mas a maioria ainda procura se reinventar dentro de uma dinâmica que muda a cada dia.

Há cerca de 70 milhões de perfis seguindo os perfis dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado. Em busca de estreitar a conexão com essa audiência, deputados e senadores produziram 386.337 de posts no Twitter desde junho de 2016. Uma relação de 0,05 post para cada fã ou seguidor dos deputados e senadores.

Além disso, nos últimos 12 meses, apenas fazendo referência direta às palavras-chave “Câmara dos Deputados” e “Senado”, a opinião pública digital produziu 250 mil tweets, os sites de notícia e blogs publicaram 57 mil artigos e no Youtube foram veiculados 21 mil vídeos.

No Google Brasil, são feitas por ano, cerca de 700 mil buscas, em média, para a expressão “Senado” e outras 80 mil para “Câmara dos Deputados”.

O modelo tradicional de RelGov iria colapsar se tentasse manipular essa imensidão de dados. O uso intensivo de tecnologia é o caminho para mapear, agrupar, interpretar e obter as respostas necessárias para a construção da melhor estratégia de relacionamento ou entendimento da realidade.




Sobre o autor: Manoel Fernandes
Diretor da Bites (www.bites.com.br) e integrante do Conselho do IRelgov.


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