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Edição nº 2 - ANO 2
Julho de 2015

EDITORIAL
IRELGOV reúne associados para discutir planejamento anual. A próxima reunião acontecerá dia 20 de agosto.
CAFÉ DA MANHÃ DO IRELGOV COM O EX-MINISTRO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, MIGUEL JORGE
"Relações Governamentais é a capacidade de relacionar fatos no tempo, antecipar cenários, ser muito persistente e paciente". Acompanhe as fotos do café da manhã no site www.irelgov.com.br.
PESQUISA DE REPUTAÇÃO
Participe da 1ª. Fase da Pesquisa de Reputação sobre o profissional de Relações Governamentais, no dia 07 de agosto. Os interessados devem se inscrever por meio do e-mail: ccurado@fundamento.com.br
ARTIGO
Gerenciamento de Stakeholders. Uma absoluta vantagem competitiva.
VALE A PENA A LEITURA
Propostas de Regulamentação do Lobby no Brasil: uma análise comparada.

EDITORIAL

No início de julho (2), o Conselho Deliberativo do IRELGOV promoveu uma reunião de Planejamento Estratégico para alinhar as futuras atividades do Instituto. O encontro contou com a participação de 19 profissionais do setor, incluindo o conselho deliberativo, além de associados e convidados.

Na ocasião, foram apontadas as atividades executadas pelo Conselho desde o início de 2015, como a realização do evento de lançamento do IRELGOV, em março, com a presença de mais de 200 pessoas e café da manhã com Miguel Jorge, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Igualmente, o conselho deliberativo prestou contas dos dispêndios desde a fundação do Instituto, bem como informou sobre a abertura de conta corrente e a emissão de boletos para efetivação das associações de pessoas físicas e jurídicas a partir do mês de Julho. O conselho também anunciou o início das atividades do Comitê Jurídico e a contratação de uma prestadora de serviços dedicada para o Instituto.

A Fundamento RP, agência de relações públicas parceira do IRELGOV, aproveitou a oportunidade para apresentar o projeto da pesquisa que irá realizar junto com o Instituto sobre a reputação do profissional de Relações Governamentais no Brasil. O objetivo é mensurar o nível de conhecimento sobre a profissão e a relevância da sua atuação no ambiente corporativo, entre seus pares e perante o governo. A primeira etapa da pesquisa consiste na realização de um grupo focal com formadores de opinião da área. Os interessados em participar devem escrever para o e-mail ccurado@fundamento.com.br.

Na reunião também foram apresentadas as iniciativas do IRELGOV para o ano de 2015 e 2016. Os profissionais presentes se dividiram em três grupos de atuação: Reputação e Comunicação, Educação e Associados.

Para o grupo de Reputação e Comunicação, foram discutidos temas como realização da pesquisa sobre reputação do profissional, construção efetiva de position papers, desenvolvimento de um código das melhores práticas de Relações Governamentais, além da construção de um plano de relacionamento com stakeholders prioritários, tais como atuação mais próxima junto a universidades e relacionamento com imprensa.

Com relação à Educação, foram discutidos os projetos de estudos de caso de boas práticas de relações governamentais no Brasil, a ser realizado em conjunto com o Insper, a viagem internacional a Bruxelas e a recepção, por parte do IRELGOV, de um aluno de graduação de Harvard para o desenvolvimento de um estudo em uma empresa ou setor em julho de 2016.

Já, o grupo de Associações e Patrocínios discutiu formas de buscar novos associados e patrocinadores para o IRELGOV. O grupo entende que empresas e instituições terão interesse em apoiar financeiramente o IRELGOV se perceberem que o projeto pode trazer resultados para o profissional de Relações Governamentais e também para a reputação da empresa patrocinada, em especial no que se refere à promoção de boas-práticas nas relações governamentais e à produção de conteúdo que sirva de referência para a educação dos profissionais do setor.

O encontro ainda contou com a presença do Prof. Carlos Melo, professor do Insper e analista político, que abordou a conjuntura política e econômica do Brasil. Durante o bate-papo, o consultor analisou elementos centrais do debate atual no país como o papel e tamanho do Estado, sua influência como financiador de investimentos e a atuação do setor privado, além de elencar possíveis tendências para o cenário do país.

Boa Leitura!

EXPEDIENTE #02
ANO 2 - JULHO DE 2015

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Guilherme Athia

Kelly Aguilar

Cinthia Battilani

Larissa Wachholz

Silene Moneta

Valeria Café

Viviane Vieira

Criação e Editoração:
Percepção Comunicação Empresarial

CAFÉ DA MANHÃ COM EX- MINISTRO MIGUEL JORGE

Relações Governamentais é a capacidade de relacionar fatos no tempo, antecipar cenários
e ser muito persistente e paciente.

O café da manhã realizado pelo IRELGOV no dia 21 de maio, teve como convidado o Sócio Sênior da Barral M Jorge Consultores Associados e ex-Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o jornalista Miguel Jorge.

O Ministro iniciou a conversa comentando sobre o início de sua carreira como jornalista, suas atividades no Estadão e sobre a importância de construir relacionamentos e boas redes de contato ao longo da vida profissional. Reforçou que sempre acompanhou constantemente os movimentos da política e da economia, conversou com empresários e políticos e visitou empresas e fábricas para entender o ponto de vista do empresário. Para ele, somente dessa forma foi possível desenhar cenários e estratégias factíveis.

“Depois de 21 anos no Estadão, fui convidado a ser Diretor de Comunicações da Autolatina para a região da América Latina. Ninguém acreditou que eu aceitaria o convite, até porque eu estava muito feliz como Editor Chefe do jornal”, comenta Miguel.

Na Autolatina, conheceu realmente o que era ter uma estrutura de Relações Governamentais quando foi conhecer o escritório da Ford em Washington: “Lá, havia um especialista de negociação para cada área técnica do governo”. Depois dessa experiência, tentou reproduzir no Brasil, de forma mais enxuta, a estrutura que conheceu na Ford. Teve a oportunidade de participar da construção de inúmeros projetos de lei, como o do Código de Defesa do Consumidor, das normas de segurança em estradas trazendo a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, freios ABS, além de aprender a lidar com o sindicato dos metalúrgicos e, ao mesmo tempo, abrir a fábrica para a imprensa e representantes do governo.

“Nas negociações com o Sindicato, aprendi a ser flexível, ter uma cabeça mais aberta e, o mais importante, a criar uma relação de confiança com o meu interlocutor, lidando com ele de forma transparente”.

Para Miguel, “o trabalho do profissional de relações governamentais começou no Brasil em 1985, com o fim da ditadura militar, quando a sociedade e as empresas perceberam que era preciso defender seus interesses de forma legítima no país, sempre dentro de princípios legais e éticos. Em todo lugar do mundo, essa atividade precisa acontecer”. E exemplifica: “Aprendi a conhecer as pessoas e suas histórias, inclusive ter em mente suas datas de aniversário. Aprendi quais eram os processos de trabalho dos Ministérios e suas estruturas, além do funcionamento do Congresso e de todos os órgãos governamentais. Passei a manter contato com todos, pois é preciso estar presente, mesmo quando não há nenhum assunto a tratar. Visitava funcionários do governo de todos os escalões, inclusive e, principalmente, quando tinham saído de suas posições”.

Em 2001, foi para o Banco Santander, ajudar a fazer a integração com o Banespa e, em 2007, foi convidado pelo então Presidente Lula a ser Ministro do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior. Em 4 anos de governo, visitou 70 países, fez 12 missões comerciais com mais de 100 empresários brasileiros e dobrou os resultados do país em comércio exterior.

Acompanhe as fotos do café da manhã no site www.irelgov.com.br.

Miguel Jorge iniciou sua carreira como jornalista nos principais veículos de comunicação da imprensa brasileira, como Jornal do Brasil, Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo, onde foi Chefe de Redação por dez anos. Também foi Diretor da Autolatina Brasil, Vice-presidente de Recursos Humanos e Assuntos Jurídicos e Corporativos da Volkswagen do Brasil e Vice-Presidente Executivo de RH e de Assuntos Legais e Assuntos Corporativos do Banco Santander. Foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e Presidente do Conselho de Administração do BNDES. Atualmente, além da consultoria, Miguel Jorge é conselheiro das empresas MAN-Volkswagen Caminhões e Ônibus, Eldorado Celulose, Fresenius-Kabi, Libra Terminais e TIVIT Tecnologia.

AGENDE-SE

Anote a data da próxima reunião de Planejamento do IRELGOV e Participe:
Dia 20 de agosto, das 8h às 10h da manhã.
Endereço: MSD - Rua Alexandre Dumas, 2510.
Favor confirmar presença com Marcia no e-mail irelgov@irelgov.com.br


A Primeira Fase da Pesquisa de Reputação acontece dia 7 de agosto, das 8h30 às 10h30, na Fundamento RP. Os interessados a participar devem escrever para o e-mail: ccurado@fundamento.com.br

ARTIGOS:

GERENCIAMENTO DE STAKEHOLDERS:
UMA ABSOLUTA VANTAGEM COMPETITIVA

Em um mundo cada vez mais veloz e interativo, gerenciar corretamente os stakeholders - grupos de interesse de uma corporação - não é somente uma necessidade e sim uma absoluta vantagem competitiva.

O cenário atual é complexo pois tudo e todos possuem múltiplos e variados papéis. Por esse motivo, é de suma importância entender o impacto de uma empresa na sociedade e como ela deve sempre agir e implantar suas ações de forma coerente com sua estratégia.

Na área de relações governamentais, por exemplo, o gerenciamento efetivo de uma crise empresarial não acontece sem que se conheça bem os seus interlocutores, sendo que essa avaliação deve sempre ser feita pela liderança de forma preventiva e nunca de última hora.

Mas o que é um gerenciamento de stakeholders produtivo?

A primeira – e primordial – etapa do relacionamento com esses públicos como estratégia corporativa é a identificação minuciosa dos mesmos. Ela tem início por meio do mapeamento, em profundidade e como redes neurais, dos grupos de interesse e seus influenciadores – afinal, o mundo não cabe apenas em uma planilha de Excel, pois essa rede de contatos pressupõe o conhecimento sobre as interações que os grupos de interesse têm entre si. A construção e análise dessas redes não pode ser terceirizada a um assistente ou estagiário. Compreender tais interações implica ter sensibilidade para entender as pessoas, suas relações interpessoais e as diversas situações e projetos nas quais estão envolvidas para, com visão estratégica, construir um plano de relacionamento que traga resultados a médio e longo prazos.

Um exemplo que serve para ilustrar a prerrogativa acima: em uma audiência pública, além de conhecer bem o local e o tema a ser discutido, é preciso saber não apenas quem compõe a mesa de discussão e os interlocutores diretos da empresa, mas também identificar quem estará na plateia e seus respectivos perfis - profissionais do governo, de outras empresas, associações, entidades, veículos de comunicação, jornalistas e influenciadores em geral.

De posse dessas informações e da construção da rede de stakeholders, será possível definir a estratégia sobre como um assunto será colocado para ser bem-sucedido.

É nesse momento que reside a parte mais interessante da atividade dos profissionais de Relações Governamentais: entender o que cada grupo de interesse quer, valoriza e acredita e como o seu projeto e/ou interesse converge ou diverge de tais pontos de vista. Aqui vale colocar um ponto de atenção: é tentador compreender mais facilmente os grupos com os quais temos melhor relacionamento ou os quais aprovamos. No entanto, sabemos que, na verdade, entender o diferente e aquele que nos antagoniza é o fator que realmente nos diferenciará como profissionais e como corporação.

Neste processo, é preciso cuidado para não subestimar ou superestimar eventos ou indivíduos. Estude, planeje, analise em profundidade, use a tecnologia, converse com pessoas e lembre-se que esse é um trabalho contínuo, que nunca termina e que deve ser atualizado sempre que necessário.

Conhecer a estratégia da empresa com um todo e não se ater somente àquilo que tem interferência governamental direta nos habilita como profissionais de relações governamentais a fazer um gerenciamento de stakeholders que seja realmente estratégico para a empresa e valorizado por toda a organização.


Sobre a autora:
Grazielle Parenti é diretora de Relações Corporativas para a Diageo Brasil, Uruguai e Paraguai desde agosto de 2011. Ela acumuda mais de 20 anos de experiência na área corporativa, atuando diretamente em temas relacionados a Relações Governamentais, Planejamento Estratégico, Sustentabilidade, Comunicação Corporativa, Relações com Investidores e Novos Negócios. Com ampla vivência internacional em assuntos da área, é formada em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, possui MBA em Marketing pela USP e especialização em Políticas Públicas pela FGV. Já atuou como Diretora para a América Latina de Assuntos Corporativos na DSM, e em funções similares no grupo Votorantim e Zatix. Paralelamente à atual função na Diageo, Grazielle atua, ainda, como vice-presidente na ABRABE (Associação Brasileira de Bebidas), Presidente da Câmara Britânica do RS e membro do Conselho de Administração da Britcham Brasil.


VALE A PENA A LEITURA

A regulamentação do lobby não é uma pauta direta do Instituto de Relações Governamentais - IRELGOV. Ainda assim, apoiamos a discussão sobre o assunto e estimulamos os profissionais de relações governamentais a pensarem a respeito.

Para aqueles que têm interesse na área, o estudo “Propostas de Regulamentação do Lobby no Brasil: uma análise comparada”, de Manoel Leonardo Santos e Lucas Cunha, que transmitimos anexo, pode ser útil.

Leia o artigo completo no site www.irelgov.com.br.

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